Adeus, Pokemon

Dirigindo rápido. Carro quase sem gasolina. Parada rápida implorando para o frentista ir o mais rápido possível. Não sabia exatamente onde era o hospital, apenas sabia a área. Respiração ofegante, porém fraca e dificulta. Acelero. Luz de freio não funcionava. Dia de rodízio do carro. Sem dinheiro no bolso. Não importa. Trânsito. Maldito Trânsito. Semáforo lento. Respiração fraca. Informação com o carro de padaria que parou ao lado. Guia-me até o lugar. Entro desesperadamente. Ignoro as pessoas da fila. Recepção. “Ele não consegue respirar”. A porta se abre e sigo o corredor. Entro numa sala. Temperatura baixa. Boca aberta. Dor. Mal se passaram dois minutos. Demorou um século. Diagnóstico inicial. Caso grave. Vou ao lado de fora fazer uma ligação. Volto para a sala. Um doutor viraram três. Pedem para que eu me retire. Espero. Espero. Espero. Notícia “Ele sofreu uma parada mas conseguimos reanima-lo”. Vou até a sala. Estado crítico. Previsão de morte: hoje até amanhã. Espero na recepção. Novamente a notícia “Ele sofreu outra parada…”. Não houve “mas”. Espero. Sou chamado, dessa vez, à uma sala diferente. Pedem para eu me sentar. “Infelizmente, ele faleceu”.

Desculpa, Pokemon... Eu falhei.

Desculpa, Pokemon… Eu falhei.

 

 

 

 

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